O que aprendi sobre finanças com meu negócio

21.11.2016 Desenvolva

Todos estamos carecas de saber que Finanças é uma das partes mais delicadas da empresa, principalmente se você é pequeno e precisa agregar capital de terceiros (investimento de familiares, empréstimos de bancos ou financiamento) para poder colocar em prática o seu projeto.

Não vou entrar no mérito de essa ou aquela ser considerada o coração da empresa, porque, na minha concepção, todas as áreas contribuem para o bom funcionamento do sistema. Marketing, Vendas, RH, Finanças e etc são todos fundamentais para que o cliente tenha seu desejo atendido e a empresa obtenha o lucro desejado.

Mas como o assunto desse post é sobre Finanças, vamos focar nisso.

É importante ter em mente que, por mais chato possa parecer, você precisa ter uma organização com as finanças. Caso contrário muitos problemas vão surgir, e consertar isso depois será bem pior.

Vejo vários empreendedores reclamando que tem problemas com o dinheiro da empresa, que todo mês é um “kinder ovo” com uma nova surpresa de gastos. Eu mesmo já tive esse problema no início da minha experiência empreendedora. Quem nunca?

É importante ter em mente que, por mais chato possa parecer, você precisa ter uma organização com as finanças. Caso contrário muitos problemas vão surgir, e consertar isso depois será bem pior.

Ao longo desses 4 anos de empresa aprendi várias coisas importantes sobre a área de Finanças e queria compartilhar com vocês.

Finanças não é só pagar e receber contas

Isso eu aprendi ainda na faculdade, quando percebi o quão estratégico era pensar no planejamento das contas da empresa. Ter um planejamento de fluxo de caixa para prever situações (positivas ou negativas) é de extrema importância. O empreendedor precisa entender que pagar e receber contas é apenas uma das atividades mecânicas da área financeira. É preciso, ainda, entender como conseguir reduzir custos sem perder a qualidade do serviço prestado (confira aqui meu outro post sobre tipos de custos), como facilitar a forma do seu cliente te pagar sem gerar grandes gastos, e como manter uma reserva financeira bacana para se sustentar nos momentos difíceis do negócio.

Excel é bom, mas um sistema de gestão financeiro é bem melhor

Hoje em dia não existe desculpa para não usar sistemas de gestão financeiros. O Excel já quebrou muito o meu galho, mas chega uma hora que fica inviável continuar com ele. Nibo, ZeroPaper, ContaAzul,… São vários os sistemas para organizar as finanças, não esquecer de pagar as contas (ou de receber – sim eu mesmo às vezes esqueço de receber), controlar a retirada de dinheiro dos sócios, ou até saber até quando vai durar aquele empréstimo que você pegou. Teste eles e escolha o que melhor atenda às suas necessidades enquanto empresa.

O dinheiro da minha empresa não é meu

Estou cansado de ouvir consultores falarem sobre isso, mas infelizmente é um dos erros mais cometidos por empreendedores: achar que o dinheiro que entrou na empresa é dele. Em casos de empresas familiares é pior ainda, porque todo mundo se acha dono do capital. Controle-se e entenda que a sua empresa é uma outra pessoa (por isso chamam de Pessoa Jurídica), e que você é apenas responsável por ela. Você já possui um pró-labore e a retirada societária – muitas vezes anual – como benefício pela gestão dela. O dinheiro que entra na sua empresa é dela, e não seu.

Aprendi boa parte disso ainda na faculdade, mas durante a gestão da minha empresa pude constatar o quanto isso realmente impacta os negócios. A maioria dos problemas com finanças se dão pela falta de organização das contas e de não seguir essas 3 dicas que comentei acima. Siga elas e te garanto que sua gestão vai ficar bem melhor.

Jorge Wanderley