Talvez você não precise de um sócio, mas de grandes parceiros

26.10.2016 Idealize

O Dois Cafés não é minha primeira empresa: meu nome já esteve atrelado a outro CNPJ antes do atual e foi uma das jornadas de maior aprendizado que já vivi (sério). Mas deu errado. Bem errado.

É possível dizer, com os olhos de hoje, que mais do que a empresa não ter alcançado o sucesso desejado, foi a sociedade que não funcionou. Na época, não percebi algo que eu gostaria que alguém tivesse me dito. Então, digo pra você: talvez você não precise de um sócio, mas de grandes parceiros.

Calma, esse não vai ser mais um texto sobre não investir em uma sociedade “a não ser que”. Essas sociedades “a não ser que” você já deve estar cansado de ler por aí. “A não ser que você não tenha capital e uma bela ideia que precisa de investimento de um possível sócio…”. Não. Esse é um texto sobre não ter sócios, mesmo. Depois Jorge pode fazer um falando sobre ter sócios e isso ser legal. Mas…

Esse é um texto sobre ter parceiros.

O meu jeito de descobrir isso foi simplesmente tendo dado o chute no balde do meu emprego. Larguei tudo, contei com algumas dilmas (ainda era ela) na conta pra me manter por alguns pouquíssimos meses, e corri atrás de clientes. Porém, contei com uma ajuda específica: grandes amigos que não queriam minha sociedade (nem eu a deles), mas a minha parceria. Eu já fazia alguns jobs avulsos com eles e isso poderia crescer se eu estivesse por perto. Assim, cederam uma mesa pra eu trabalhar na sala deles, em coworking.

Larguei tudo, contei com algumas dilmas (ainda era ela) na conta pra me manter por alguns pouquíssimos meses e corri atrás de clientes. Porém, contei com uma ajuda específica: amigos que queriam minha parceria

O processo foi incrível. Em alguns meses eu desenvolvi o portfólio que precisava para começar minha própria empresa com mais peso, adquiri conhecimentos práticos de gestão empresarial e de equipes, e ainda paguei as contas. Parece que essa parte é importante. Hoje, o Dois Cafés possui inúmeras parcerias similares. Temos contratos com MEIs, temos trocas de trabalho, desenvolvemos práticas internas que favorecem não apenas o nosso crescimento, mas também dos próprios parceiros.

Para poder proporcionar bons cafés aos nossos clientes, temos tomado alguns ótimos cafés juntos.

E se ainda não ficou claro, isso pode ser muito mais interessante que uma sociedade pra muita gente. Especialmente pra quem quer e pode começar enxuto, experimente que cada um dos envolvidos na Grande Ideia continue sendo freelancer ou MEI na jornada. Algumas variáveis de risco continuam existindo, mas certamente são bem menos chatas que desfazer contratos na junta comercial. Um ambiente de coworking como o Tot pode te ajudar a desenvolver isso com qualidade.

No fim das contas, “A não ser que você queira realmente ficar sozinho” você não vai dispensar uma boa parceria.

Ricardo Oliveira